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'Nasci no Porto, sei o nome das flores e das árvores e não escapo a um certo bairrismo' | Sophia de Mello Breyner Andresen
Hélio Loureiro

Sobre

  • LOUREIRO, Fernando HÉLIO Delgado
  • Data de Nascimento: 19 de Outubro
  • Naturalidade: Cedofeita, Porto
  • Nacionalidade: Portuguesa

 

Perfil Profissional

Hélio Loureiro, chefe de cozinha com mais de trinta anos de carreira, formou-se na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto.
Gastrónomo e investigador da arte da cozinha, com uma forte ligação ao mundo dos vinhos, autor de mais de vinte livros de gastronomia, apresentador de programas de televisão, cronista em diversas publicações, tem vindo a ser convidado para integrar o júri de concursos internacionais e nacionais.

Iniciou a sua carreia no restaurante “Zé da Calçada em Amarante”, fazendo parte da brigada da abertura do Meridien Porto, abre como sub-chef Executivo o Hotel Quinta do Lago da Orient Express, regressa ao Porto como chefe executivo do Sheraton, foi chefe de cozinha e diretor de desenvolvimento de produto do Porto Palácio Hotel e da Solinca Eventos e Catering, Chefe executivo no Dunas Douradas Beach Club.

Estagiou em “les Champs “ com duas estrelas Michelin em Paris, no Yamato, cozinha Japonesa, em Bruxelas, Luxemburgo , Paris, San Diego.
Fez inúmeros festivais de cozinha portuguesa em Cuba, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Venezuela, Colômbia, Noruega , node levou a conhecer a cozinha tradicional e os produtos nacionais.

Depois de três anos como chefe de cozinha do Futebol Clube do Porto, foi convidado para a Seleção Portuguesa de Futebol em 1996 estando presente em inúmeros campeonatos europeus e mundiais e tendo criado a seleção de cozinheiros que hoje integram as diferentes seleções dos vários escalões. 

Em 2003, foi eleito Chefe do Ano pela Academia Gastronómica Portuguesa. Foi distinguido pelo Estado Português com o grau de Oficial da Ordem de Mérito, recebeu o Diploma de Honra e medalha de ouro da ARHESP, o Diploma e medalha de mérito da Comissão dos Vinhos Verdes, a Infanção da Confraria do Vinho do Porto, trinta vezes confrade e fundador de confrarias enófilas e gastronómicas nacionais e internacionais. Foi homenageado pela sua cidade natal, o Porto, com a Medalha de Honra e Mérito, distinção que juntou à de Cavaleiro da Ordem de Nossa Senhora de Vila Viçosa, atribuída por S. A. R. Dom Duarte de Bragança, chefe da casa real portuguesa.

Distinguido pela ARHESP com o Prémio “contributo para a defesa da gastronomia como património” que foi atribuído ao Douro Royal Valley. 
Chefe Executivo dos Hotéis Douro Palace e Douro Royal Valley do Grupo Jase, consultor na Gertal e Cerger, Continente e Sonae Distribuição, destaca-se pela sua forte atividade literária, dando conferências sobre gastronomia e desenvolvendo projetos na área da saúde, nutrição e equilíbrio ecológico.

Atualmente com um programa na RTP 1 “ Nutriciência” onde dá a conhecer o valor da gastronomia portuguesa em equilíbrio com a nutrição acompanhado com a Doutora Patricia Padrão da Universidade do Porto. 

Mantem uma atividade em várias associações de foro social que intervêm na cidade e nos que mais precisam. 

 

Atividades Profissionais

O Chef

De momento desempenha várias atividade que vão desde a  sua continuidade a hotéis de cinco estrelas como os do Grupo Jase no Douro, Palace e Royal Valley, passado por áreas ligadas à saúde e nutrição com destaque para as consultadoria à Gertal e ao Programa televisivo Nutriciência  promovido pela Universidade do Porto .

 

HOTEÍS DOURO ROYAL VALLEY | Chefe Executivo


Unidade hoteleira de cinco estrelas em pleno Douro vinhateiro na região de Baião com frente para o rio Douro , esta unidade que encerra em si uma unidade escolar ligada ao Politécnico do Porto foi distinguida recentemente com  um prémio atribuído por votação publica , no quadro da ARHESP “ Defesa do Património Gastronómico nacional “ pelo trabalho que tem vindo a realizar.

 

HOTEL DOURO PALACE | Chefe Executivo


Unidade de quatro estrelas enquadrada na Quinta de São João com uma vista deslumbrante sobre Douro.

Neste Hotel privilegiasse a comodidade o prazer de sentir e estar o Douro em contacto direto com a natureza.

 

GERTAL | Consultor


Empresa de grande dimensão na restauração publica/coletiva  em inúmeras unidades que vão desde hospitais, escolas , centros e lares de idosos, focado em atividade que vão desde os programas criados por a sustentabilidade , a hábitos mais saudáveis, nutrição, cuidados ambientais entre outros temas que são caros ao Grupo onde se integra a Gertal.


CERGER | Consultor


Apoia as unidades como o Restaurante Terrella , o Porto Business Scholl entre outras unidades preparando as ementas e formando o pessoal de cozinha.

 

SOCATERING | Consultor


Colabora na confeção das ementas e dá formação ao pessoal desta empresa que opera em vários espaços como por exemplo a Alfandega do Porto.

Tem colaborado em vários eventos de prestigio e nos jantares de gala que a Socatering tem vindo a desenvolver dentro das inúmeras atividades.

 

RTP 1 | Apresentador do programa "Nutriciência"


O programa de culinária "Nutriciência" surge da participação de famílias com crianças inscritas nas Misericórdias de Portugal nas atividades do projeto "Nutriciência: Jogar, Cozinhar e Aprender".
De norte a sul do país, foram propostas mais de 700 receitas, das quais foram selecionadas 30, que valorizam tradições culinárias de diversas regiões!
Com a colaboração do Chef Hélio Loureiro, o programa mostra como preparar refeições saborosas e adequadas do ponto de vista nutricional, ricas em hortícolas e com menor quantidade de sal. Em cada receita, damos a conhecer uma curiosidade nutricional sobre um ingrediente ou método culinário.
O "Nutriciência" é emitido aos sábados de manhã na RTP 1. Acompanhe!

 

CONTINENTE | Chef de cozinha


Frequentemente colobora nos grandes eventos organizados pelo Continente.
Desenvolveu para a marca Fácil e Bom a receita das Tripas à Moda do Porto.


 

Causas

O que me move!

A intervenção ativa na sociedade, através do envolvimento em projetos de caracter social e cultural é algo que muito prezo. A critica que fazemos às ações políticas deve obrigar-nos a fazer parte da acção. 

Como tal, muitas são as causas onde me envolvi e pelas quais lutei. Existe sempre um tempo de estar e de sair para que os projetos possam crescer de uma outra forma. Assim foi com a Confraria das Tripas à Moda do Porto, projecto que fundei e dirigi durante dez anos, com o Ateneu Comercial do Porto como Presidente e em outras inúmeras causas. 

 

As causas a que me dedico de momento : 

 

Juiz na Real Irmandade das Almas de São José das Taipas

https://www.facebook.com/igrejataipas/

 

 

Presidente da Liga dos amigos da Obra diocesana de Promoção Social do Porto 

http://www.odps.org.pt/sobre/liga-dos-amigos

 

 

 

Vogal da Causa Real

http://www.causareal.pt

 

 

 

 

Embaixador da AMI 

https://ami.org.pt

Os Meus Pilares

Modelos de vida

Todos na vida temos pessoas que nos moldam, que nos fazem melhores ou piores pessoas.

Claro que os meus valores Cristãos colocam Cristo como figura central constante na minha vida. Os pilares essenciais da minha vida e conduta moral passam por não julgar para não ser julgado, amar o próximo como a mim mesmo, perdoar setenta vezes sete, sentar-me à mesa com todos, estar disponível para todos.

Católico por acreditar e ter sido bafejado com o dom da Fé mas também por ter percorrido todas as religiões em leitura e estudo e ter encontrado em Cristo o Mestre da Paz. Aquele que ensina os valores Liberdade plena, do amor ao próximo, de um mundo novo atingível na Terra. São valores difíceis para nós Homens, mas certamente possível se nos esforçarmos em cada dia em sermos mais Homens desde que seguidores dos seus ensinamentos. Católico por acreditar que a Igreja, Santa e Pecadora é a seguidora dos primeiros apóstolos, com períodos atribulados, períodos negros, mas sempre fiel ao evangelho na sua base “Santa e Meretrice”. Cheguei à Fé pela razão e não acredito que se possa ser religioso só por tradição e sem estudo. Cumprir rituais sem fé é pura beatice a não eleva a alma, não agrada a Deus, nem serve os irmãos.

Sou monárquico por convicção, não por tradição. Através do estudo firmei a certeza que é o regime que melhor serve a liberdade, a democracia, os direitos e as garantias da isenção do chefe de Estado. Este que sendo livre dos interesses partidários, dos lóbis económicos,  apenas e somente defende os interesses e soberania do seu país construído pelos seus antepassados e apoiado e aclamado pelo Povo. É e sempre será o ADN do povo Português, o primeiro entre os primeiros não para ser servido, mas para servir. “O Nosso Rei é livre, nós somos livres” foi assim aclamado nas Cortes de Lamego é ainda assim hoje, só somos livre se o Chefe de Estado for verdadeiramente livre.

Defensor de uma política social baseada numa distribuição da riqueza, nos valores da tradição, da democracia, numa maior intervenção cívica na vida politica. Onde os partidos sendo necessários não podem ser os únicos intervenientes na vida pública nem definir a vida política do país.

Portuense defensor da minha terra, tal como dizia Sophia num dos seus versos:

Porque nasci no Porto sei o nome das flores e das árvores e não escapo a um certo bairrismo…

Mais municipalismo, menos centralismo, mais dignidade humana, menos pobreza, mais Portugal!

As pessoas que ressalvo aqui são algumas que não sendo meus familiares, pois a família é sempre, ou deve ser, a pedra basilar, ajudaram a formar o meu carater e a forma como vejo e encaro o mundo. 

 

Professor Daniel Serrão


Partilhei com ele muitos momentos da minha vida, muitos deles à volta da mesa, guardo dele o seu sorriso permanente, as suas convicções fortes e a sua inabalável .

Era sempre um prazer escutá-lo, aproveitei sempre cada instante e guardo hoje cada pedaço como se diamantes fossem.

Poderia escrever um livro sobre este homem, um dos maiores vultos do pensamento ético da medicina em Portugal. Mas uma frase me ficou dele, após vários revês na vida, entre eles a morte de dois filhos, disse-me um diaNós Cristãos temos a obrigação de sermos felizes.”

 

Dom António Ferreira Gomes


Quando nasci era o nosso Bispo do Porto mas vivia no exilio. Na Igreja de Cedofeita onde ia aos domingos à missa com o Senhor Seixas (os meus pais não eram dados muito a missas) o Pároco que foi mais tarde Bispo de Setúbal, Dom Manuel Martins em determinada altura da Missa dizia “… com o nosso Bispo António...” e existia sempre um mau estar na assembleia. O Sr. Seixas me explicava os motivos políticos, aumentando sempre a curiosidade por esta figura grande da nossa cidade do Porto.

Dom António Ferreira Gomes numa das suas homiliasque tinham de ser lidas, pois o seu timbre de voz não era o melhorficou para mim esta frase proferida a 1 de Janeiro de 1975 “uivam hoje lobos que foram mansos cordeiros no passado”.

A sua carta a Salazar sobre a miséria dos mineiros de São Pedro da Cova tinha-lhe valido o seu exilio, mas também a sua liberdade enquanto cristão e pastor

O seu lema de vida era uma muralha de dignidadede joelhos perante Deus, de perante os homens”. 

 

Dom Manuel Martins


Foi o meu pároco em São Martinho de Cedofeita, onde nasci, me batizei, fiz a primeira comunhão e crisma (sozinho, a minha família estava toda ocupada nesse dia e acharam que não era importante). Felizmente, encontrei-me com ele ao longo da vida em muitos momentos, um homem sempapas na língua”. Foi recebido à pedrada por comunistas em Setúbal onde foi o primeiro Bispo da cidade. No dia da sua resignação foi por todos exaltados pelo seu exercício como Pastor e pela forma como sempre enfrentou o poder sem medo de dizer a verdade, alertando para os graves problemas sociais que existiam na sua Diocese.

Foi e é uma voz que escuto com atenção, um homem que sendo de é de Missão. Nada o deslumbra, nada o perturba, apenas o Evangelho o conduz e Jesus o seu farol.

 

Dom Duarte de Bragança, Chefe da Casa Real Portuguesa


Descedente dos Reis de Portugal e Duque de Bragança, o seu trabalho diplomático que poucos conhecem, a sua cultura basta em diversas áreas, a defesa pelos valores ambientais, pelo Património material e imaterial, pela biodiversidade, pelos valores da Terra, a forma como interage com as diferentes gerações e a sua capacidade de aceitação da diferença, dos valores da democracia e da liberdade fazem com que tenha uma admiração e um respeito enorme por aquele que para mim é o Rei dos Portugueses.

Dom Duarte de Bragança é um conhecedor como muito poucos da lusofonia desde África à India, passando pela Oceânia e América do Sul. Sendo igualmente conhecedor e respeitador das tribos e das suas raízes ancestrais serve sem se servir.

Um homem do seu tempo no seu tempo, que prepara os seus filhos para que possam um dia servir Portugal como os seus avoengos.

 

Professor Emílio Peres


 Foi o pai da Nutrição em Portugal fundador da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, com ele trabalhei de perto quando ainda não era comum falar-se de nutrição.

Unia-nos a paixão pela tradição culinária portuguesa, pela sua diversidade e sazonalidade e pelo seu conceito de estar à mesa.

Sempre respeitamos a grande diferença politica que tínhamos e sempre que a conversa resvalava recordava-lhe que Cristo se sentava com todos à mesa … ele ria! E, mesmo sem fé, voltávamos ao tema da gastronomia que nos unia.

Um grupo de tripeiros, entre os quais o Dr. Manuel Serrão, Eng. Paulo Vallada, Dr. Souza-Cardoso e eu a ele recorreu aquando da crise das vacas loucas para que desse um parecer sobre se poderíamos continuar a comer tripas à moda do Porto ou não. Após o veredito que podíamos continuar de forma segura a consumir tripas surgiu, em 1998 na ANJE, a Confraria das Tripas à moda do Porto, que mais tarde seria formalmente iniciada em 2001 aquando do Porto Capital Europeia da Cultura.

O Professor Emílio Peres não só marcou uma geração como ainda hoje continua a ser uma referência na nutrição, está hoje tão atual como no seu tempo.

Uma conversa com ele era uma lição para a vida.

 

Chefe Silva


 Foi com a Teleculinária que o meu pai trazia para casa religiosamente todas às sextas-feiras que comecei a cozinhar. Desde o número um desta revista que foi o meu Mestre.

Quis o destino que me cruzasse com ele mais tarde e fossemos grandes amigos, nutríamos um pelo outro um enorme carinho. Sempre que acabava um programa na Praça da Alegria ele ligava-me ou para me dar os parabéns ou para me repreender ou corrigir.

Dele sempre aceitei todos os seus ensinamentos, escutava as suas estórias como se ouve um tio mais velho com a atenção devida de quem sabe de quem percorreu Portugal e que conhecia cada recanto desta nossa Pátria.

Nunca lhe foi dado o devido valor, mal-amado por muitos colegas, malvisto pela intelectualidade jornalística gastronómica que o olhava com desdém a partir de certa altura da sua vida.

Para mim foi amigo e Mestre!

 

Dom Antonio Barroso


 Foi Bispo do Porto, cientista, humanista, morreu com odor de santidade.

Preso por ter publicado uma pastoral que ia contra a ideologia do Governo Republicano, ditatorial contra a Igreja, os governadores civis proíbem a sua leitura, mas a sua integridade como Pastor obriga-o à coerência. Exiliado, regressa em 1914 e voltará a ser exilado em 1917. Será sempre a voz dos que ficaram sem ela durante os horrores da República, calada até aos dias de hoje.

Missionário em Angola e Moçambique onde desenvolve a sua competência científica, faz uma grande aposta nos leigos que ensinavam profissões aos nativos, segundo ele a missionação não deveria ser feita apenas por padres. Criou as primeiras escolas femininas, era um padre para o Povo.

Homem de grandes virtudes dava tudo o que tinha. Sua mãe no dia da sua ordenação como bispo do Porto deu-lhe um cordão de ouro que ele desfez e deu as argolas aos mais necessitados.

Pela sua resistência, pela sua obra, pela sua humanidade, pelo seu despojamento dos bens materiais e elevação espiritual e entrega ao seu semelhante foi sempre para mim um exemplo de cidadão e cristão.

 

Portfolio

Alguns momentos ficam registados em fotos, esse deixo-os aqui, outros gravados no coração guardo-os para mim!

João de Deus escreveu que a vida é só em momento... um fumo que se esvai... Por essa razão não nos devemos deixar materializar mas vivê-la sempre com um sorriso... fazer destes dias um hino de alegria...

É impossível? Penso que não !! É preciso lutar com fé serena, mostrando, que na própria vida, só vencer o impossível vale a pena!

 

Registo Fotográfico

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